Não julgue um livro pela capa?

Tenho certeza que você já ouviu ou leu alguma vez na sua vida a frase “não julgue um livro pela capa“. Essencialmente, ela é verdadeira. Existem muitos livros com conteúdo muito bom mas com uma capa, digamos assim, nada empolgante. Existem capas que parecem apenas cumprir a função primária de proteger as páginas internas.

O fato é que a capa é um suporte que agrega funções importantes. Assim como uma embalagem, ela deve proteger e apresentar o seu conteúdo. Mas também precisa ter uma identidade própria e seu visual deve chamar a atenção do leitor.

Todas as partes de uma capa podem e devem ser pensadas num projeto criativo. E é aí que a “coisa pega”. A capa é a personalidade do livro. Ela pode capturar um momento especifico de sua narrativa. Pode ser uma ilustração que resume o assunto, ou até, sendo mais ousado, não estar ligado diretamente ao conteúdo (isso em termos de imagens). Pode ser criada pensando em materiais e acabamentos alternativos, ou pode ser a mais simples de todas, utilizando-se apenas de seus elementos tipográficos. E não nos esqueçamos também que a capa precisa ter o “DNA” da Editora, considerando a identidade do seu selo editorial, seu conceito, sua “cara”. Não é uma tarefa simples, mas o importante é ter em mente que o design é um fator importantíssimo na batalha por um destaque em meio a outros livros que dividem espaço nas prateleiras de uma livraria.

Um detalhe importantíssimo para uma boa criação e que não quero deixar passar aqui, são as informações passadas ao designer para a criação. Este é um ponto crucial. Um bom briefing, com todas as indicações necessárias, orienta o caminho a ser tomado para o desenvolvimento da ideia criativa. Isso evita eventuais transtornos no desenvolvimento do projeto.

Além da criatividade dos designers, existe o apoio de vários recursos de produção e acabamento que as gráficas oferecem e que podem ajudar a dar ainda mais destaque em uma obra. Costuras, vernizes, relevos, tintas especiais e até aromas podem ser acrescentados à ideia criativa e utilizados na produção de um livro. Claro que tudo isso tem um custo, mas podem ajudar a valorizar o conteúdo da obra. Esses detalhes de acabamento podem ser discutidos quando há uma liberdade maior para criação e também quando houver margem para absorção desses custos na obra editorial.

Portanto, ao pensar o livro, dos projetos mais simples aos mais elaborados, a criação de sua capa sempre deve ser pensada para cativar seu público, que é cada vez mais consciente da importância do design. Mas claro que, por melhor que seja o apelo visual de um livro com sua capa “ultra mega blaster” maravilhosa, preço, distribuição, promoção e outros detalhes de marketing (isso sem contar o conteúdo) tem a sua devida importância. Mas esse é um papo para outro post.

Posted on 18 de julho de 2014 in Capa de livro, Design Gráfico, Editorial

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About the Author

Formado em Comunicação Social pela PUC-PR, trabalha como publicitário e designer gráfico. Prestou seviços como content manager e suporte ao cliente em vários projetos digitais da Historymakers. Atualmente é sócio-editor na Ampliar Editora, designer gráfico e editorial e consultor do projeto UmaPágina.

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